quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

   






O cabelo não era uniforme e o jeito de falar era cômico. Tão cômico que todos a nossa volta poderiam pensar que éramos grandes amigos de infância, mas não éramos. Era estranho aceitar o fato de que eu estava me acostumando a chamá-lo de meu, pois, no momento, ele era. Mesmo que ele não soubesse, mas eu tenho certeza de que ele sabia.
      Suas manias eram seu próprio charme, pelo menos para mim. Seu sorriso torto tinha algo que me fazia bem e, cá entre nós, esse sorriso combinado com seu olhar tímido eram a melhor coisa do mundo. Eu me esquecia até o quanto eu desejava um príncipe encantado, e não alguém como você.
      Voz suave, olhar hipnótico e uma personalidade totalmente compreensível. É, eu poderia escrever um livro sobre todas as suas características memoráveis, porém comuns. Era divertido trocar três palavras com você, porque, no final, eu sei que eu acabaria rindo. 
      Eu adorava a verdade em suas palavras desajeitas e a maneira como você tinha vergonha de dizer meu nome sempre que tinha que partir.
      Quando eu estava ao seu lado, confesso que eu era amada. Eu podia sentir isso e, sinceramente, eu não estava errada. O modo como você segurava minha mão quando tentava impedir que eu partisse era a única prova que eu queria. Você era doce e desajeitado, ao mesmo tempo. Adorava ser engraçado, mas, também, era muito sério e misterioso. Isso sempre me encantou.
      Desde então, eu parei de desejar príncipes ou carinhas de filmes adolescentes. Agora, eu sei o que eu quero... Uma história real, e não um conto de fadas.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Minha própria perfeição!

Acordei atrasada, não achei o par do meu tênis, perdi o apontador do lápis de olho, nasceu uma espinha enorme no meu queixo porque estava naqueles dias e ainda por cima minha franja cismou de querer ser independente. Descobri naquela manha, que a pior parte de levar um fora, é acordar no outro dia.  Olhei no espelho, e percebi que nem todo o corretivo do mundo esconde as olheiras de uma noite inundada de lágrimas de amor. Mas ok. Eu precisava enfrentar tudo aquilo e ir para escola.
No caminho, percebi  que  minha vida estava uma bagunça. Nem as músicas do meu celular me agradavam mais, e as poucas que eu ainda tinha vontade de ouvir,  me lembravam caras que me fizeram sofrer.
Ok. Eu e meu silêncio no caminho da escola.
Eu estava prestes a chegar na escola, quando vi Felipe na esquina. Ele estava mais lindo que nunca, sorrindo como de costume e não olhando pra mim como sempre. Ser invisível não é um poder de super-herói do cinema? Bom, um segredo, eu também tinha esse dom.
Mas, daquela vez foi diferente. Quando cheguei mais perto, ele olhou pra mim – e a melhor parte, ele me enxergou.  Depois daquela noite, eu não esperava qualquer tipo de diálogo.
- Oi Camila – Ele disse enquanto soltava aquele sorriso insuportável de capa de revista.
- Oi Felipe – Eu sabia que naquele momento eu não era a garota mais branca da escola, mas sim, a mais vermelha.
- Quero conversar com você sobre o que aconteceu ontem a noite.
- Eu não tenho nada pra falar. É só você fingir que não aconteceu, que eu não disse nada. Eu to tentando fazer isso, e se não for pedir muito, quero que você faça também.  - Até hoje eu não sei de onde veio toda a coragem pra dizer aquilo.
-  Camila, você me entendeu errado. Eu realmente preciso falar com você. Depois dá escola de espero na praça, pode ser?
-  Tudo bem. Eu estarei lá.
Aquilo muito me lembrou um filme, onde o mocinho combinou com os melhores amigos idiotas e armou uma emboscada para a pobre coitada. Mas, por algum motivo desconhecido, eu sentia vontade de ir naquele "encontro". As aulas passaram sem que eu pudesse perceber, o sinal bateu e fui correndo para o lugar combinado.
Eu estava esperando qualquer coisa, de ovos até alto falantes. Eu nunca imaginaria que ele apareceria, lá de longe, com uma rosa vermelha e um sorriso de quem sabe o que quer.
- O que é isso? – Perguntei sem entender nada.
- E que eu descobri que eu amo você.  - Eu estava esperando a piada no final da frase.
- VOCÊ O QUE?
- Deixa eu terminar de falar Camila. Tenta ficar um minuto em silêncio? Sei que é difícil pra você. – Ele conseguiu fazer uma piada do meu jeito estrambelhado de falar e ainda parecer o cara mais lindo do mundo. – Eu nunca pensei que eu pudesse me apaixonar por você. Foi uma surpresa pra mim, ontem a a noite, depois de tudo aquilo que você disse. Eu percebi que eu não conseguiria viver sem você por perto. Sem seu senso de humor. Sem o seu jeito diferente de ser e agir. Você não é como todas as meninas que eu conheço. Por isso, independente de tudo e todos, eu gosto de você.
Meu estômago estranho. Parecia que eu tinha viajado da Santa Catarina até o Acre. Eu queria vomitar de tanta felicidade. Mas para a sorte do Felipe, a única coisa que eu fiz foi beijá-lo e abraçá-lo durante inesquecíveis minutos.
Naquele dia eu percebi que ser perfeita é uma merda. Que a felicidade está nos nossos erros e concertos. Que o amor pode surgir até quando a gente só espera o ódio e que sei lá, uma espinha no queixo poder ser a um charme a parte!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

POR QUE MENINOS GOSTAM DE MENINAS


Alguns Motivos Pelos Quais Meninos Gostam de Meninas
1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeito que elas tem de sempre encontrar o lugarzinhos certo em nosso ombro.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem.
6- Elas levam horas pra se arrumar, mas no final vale a pena.
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trita graus abaixo de zero lá fora.
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans, camiseta e rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10- Como ficam lindas quando discutem.
11- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
12- O brilho nos olhos dela quando sorriem.
13- Ouvir a mensagem delas na secretária eletronica logo depois de uma briga horrivel.
14- O jeito que tem de dizer “Não vamos brigar mais, não…”, embora você saiba que dali a uma hora…
15- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
16- O modo de nos beijarem quando dizemos “EU TE AMO”.
17- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta…
18- O modo que tem de se atirar em nossos braços quando choram.
19- O jeito de pedir desculpas por terem chorado por alguma bobagem.
20- O fato de nos darrem um tapa achando que vai doer.
21- O modo com que nos pedem perdão quando o tapa dói mesmo mesmo (embora jamais admitamos que doeu).
22- O jeitinho de dizerem “estou com saudades”.
23- As saudades que sentimos delas.
24- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que nada mais lhes cause dor.
E no entanto, quer vocês as ame, as odeie, queira que morram e saiba que morreria sem elas… não importa. Depois que elas entram em sua vida, mesmo que para o resto do mundo não signifiquem nada, tormam-se tudo para nós. Quando olhamos em seus olhos, quando podemos adivinhar seus pensamentos e dizer milhões de coisas sem emitir um único som, o mundo fica iluminado e sabemos que nossas vidas foram completamente transformadas.
Nós as amamos por um milhão de motivos. Não é coisa da mente e sim do coração. Um sentimento. O mais forte que existe.

(Menino Anônimo)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mãe


Muitas vezes eu sinto sua falta aqui, é verdade o que dizem sobre ter que aprender a andar com as suas próprias pernas, mas as vezes eu me sinto como um bebê, sem razão, sem reação, precisando da mãe para se levantar quando cai. É verdade que você nunca me salvou de mim mesma, mas era o único abraço que eu encontrei quando eu precisei. Você caiu incontáveis tombos, não importam o que digam sobre você, eu conheço a sua alma e sei o que está sentindo através de apenas uma palavra. Você nunca sofreu minhas dores talvez mãe, mas sofreu dores piores e eu tenho consciência disso. Nós duas sentimos quase as mesmas feridas, por mais que digam que você tenha errado e por mais que você tenha errado em algum momento mãe, só eu sou capaz de entender o que você sentiu e as suas ações, porque só eu senti com você. Mãe você é minha melhor amiga, e eu sou sua melhor amiga também. E ainda, apesar de todos os nossos erros, de todas as nossas brigas horrorosas, e todos os tombos que caímos juntas, você foi e ainda é uma mãe maravilhosa. Eu posso não ser a filha dos seus sonhos, sua vida pode não ter sido como você havia planejado, mas estarei sempre contigo e sei que de algum modo você também estará comigo. E não será a opinião de alguém sobre nós que irá nos abalar, pois nenhum deles sentiu o que nós duas sentimos quando passamos por tudo isso.

Garotas gostam de...

Garotas gostam de abraços, de beijos inesperados, gostam de brigadeiro de panela, de bolo de caneca. Garotas, gostam de sentir segurança, amor e desejo, gostam da sensação dos dedos dele percorrendo seu cabelo. Gostam do toque das mãos dele nas dela, de como seus corpos se encaixam. Garotas gostam de uma ligação no meio da tarde, uma mensagem de bom-dia. Flores no café da manhã, beijos de despedida, beijos de reencontro. Elas gostam de ter sempre razão. Mas no fundo elas só querem ser importantes o suficiente para passar horas deitada em seu ombro, planejando o futuro, imaginando e torcendo que seja para sempre, que seja perfeito.
Ele: O que você tem?

Ela: Nada, apenas estou cansada.
Ele: Cansada de que?
Ela: Não quero te encher com meus problemas...
Ele: Pode me falar.
Ela: Apenas estou cansada de ter que te esperar sendo que eu nunca tenho certeza se você vai voltar e se por acaso eu vou te ver. To cansada de todos os dias só sonhar, eu quero a realidade. Quero você aqui!

" Esta não é uma história de amor...

... Esta é uma história sobre amor" .

Quando Tom, azarado escritor de cartões comemorativos e romântico sem esperanças, fica sem rumo depois de levar um fora da namorada Summer, ele volta a vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar entender o que deu errado. Suas reflexões acabam levando-o a redescobrir suas verdadeiras paixões na vida.


A história do filme mostra a vida de Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), um cara normal com vida medíocre e trabalhador de uma empresa de cartões congratulatórios. Apesar de ter certa estabilidade, Tom sentia-se incompleto. Até que sua vida ganha euforia atípica a partir do momento que Summer Finn (Zooey Deschanel) se torna sua colega de trabalho, e posteriormente seu objeto de desejo. Eles acabam se apaixonando, contudo o desgaste das situações adversas acaba os separando. Ele acredita em amor. Ela não. E esse pé-na-bunda faz Tom passear sob diversos aspectos de sua vida.
 
(Filme: 500 dias com ela)